sábado, 10 de dezembro de 2011

Eco-justiça

Do Adital.org
09.12.11 - Mundo
COP17: Jovens cristãos e Justiça Ambiental


Raquel Helene Kleber
Jovem ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Estudante de Negócios Internacionais, na Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM)
Adital
COP17: Jovens cristãos de 20 países participaram de um treinamento sobre Justiça Ambiental (Eco-Justiça).



[Raquel é uma jovem ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) que esteve à frente do Criatitude, projeto desenvolvido pelo Conselho Nacional de Juventude Evangélica (CONAJE) e Fundação Luterana de Diaconia (FLD), com apoio da Secretaria de Formação da Secretaria Geral da IECLB. Ela tem 22 anos, estuda Negócios Internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing e mora em Porto Alegre (RS). Foi a única jovem brasileira a participar da formação Juventude e Justiça Ambiental promovida pela Federação Luterana Mundial e Conselho Mundial de Igrejas sobre Justiça Ambiental, em Durban, na África do Sul, de 26 de novembro a 10 de dezembro. O grupo de jovens também participou da COP17, na mesma cidade. Na foto com as crianças, Raquel é a quarta de esquerda para direita].


Durante duas semanas, jovens cristãos de 20 países participaram de um treinamento sobre Justiça Ambiental (Eco-Justiça), em Durban, África do Sul, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro Nações Unidas para a Mudança do Clima (COP17/CQNUMC). O programa foi coordenado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em conjunto com a Federação Luterana Mundial (FLM).
Como participante, sinto-me privilegiada por poder vivenciar a troca de experiências com jovens de diversas realidades, através da discussão de questões socioambientais. Além de treinamento e palestras sobre Economia, Teologia e o conceito e aplicabilidade de Justiça, desenvolvemos projetos que serão posteriormente implementados nos nossos países, conectando desta forma, as esferas internacional, nacional e local.

O projeto que pretendo desenvolver visa conectar as discussões levantadas neste treinamento, sobre Eco-Justiça, e aplicá-las no contexto brasileiro, através do treinamento de jovens luteranos, para que atuem como líderes em suas comunidades na promoção de justiça sócio ambiental.

O projeto pretende conectar o já existente programa Criatitude, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Juventude Evangélica (CONAJE), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), em parceria com a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), com a participação dos jovens nas atividades ecumênicas da Conferência dos Povos na Convenção das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável - Rio +20, que será realizada no Rio de Janeiro, de 4 a 6 de junho de 2012.

Nosso grupo, integrado por 28 jovens, também tive a oportunidade de participar e das atividades da COP17, que, devido às expectativas negativas para o comprometimento dos países para um novo compromisso de redução das emissões de gases de efeito estufa, principais causadores das mudanças do clima, tem mobilizado a sociedade civil, que por sua vez demanda uma ação rápida e efetiva por parte dos governos.

Uma destas ações foi o chamado Global Day of Action, uma marcha que se tornou tradição nas Conferências das Partes da CQNUMC. Mobilizando cerca de 20 mil pessoas, a demonstração teve o objetivo de chamar a atenção dos governos para a urgência de se tomar uma atitude com relação à mudança do clima, e exigindo que os governos alcancem um acordo. O grupo Youth for Eco-Justice participou ativamente na demonstração, levando um banner dizendo Polluters Pay, exigindo que os países que mais emitem gases de efeito estufa, assumam a sua responsabilidade e o seu débito ambiental.
Além disso, os jovens estiveram envolvidos em diversas atividades ecumênicas, como o Rally, encontro ecumênico prévio à COP17. Este encontro contou com a participação da Secretaria Geral da UNFCC, Cristina Figueres, e com Desmond Tutu, ativista e bispo sul-africano.

Os jovens visitaram também uma comunidade local de Durban, chamada Clermont, a fim de entrar em contato com a realidade local. Lá foi possível conhecer a Associação Jovem de Clermont, que tem como foco a busca por soluções para o problema do lixo na sua província. Os jovens locais foram treinados para trabalhar com o meio ambiente através do Conselho de Diaconia de Durban, o que os habilitou para implementar melhorias ambientais. O projeto tem uma forte ligação com a prefeitura, que é encarregada de remunerá-los para fazerem o trabalho de limpeza e manutenção. Ainda mais, o Conselho de Diaconia de Durban tem um papel crucial, ao educar e capacitar tais jovens para atuar apropriadamente com os seus desafios locais.

A mudança climática, que é um dos sinais da criação que vem sofrendo os impactos dos atos insustentáveis da humanidade, é também um sinal de injustiça, quando os mais vulneráveis e as minorias enfrentam as maiores conseqüências. A fim de resolver este problema, uma mudança no sistema econômico é essencial, mas também uma mudança em nossas ações a partir da posição de dominadores para mordomos da criação de Deus.

No processo de criação de um mundo mais Ecologicamente Justo, a juventude tem um papel significativo a desempenhar, uma vez que são os que têm esperança e energia que pode ser usado para alterar estas situações, somadas à nossa capacidade de networking e habilidade em tecnologia. Nós somos aqueles que serão afetados pela decisão de hoje, e ainda temos uma oportunidade única para nos tornarmos uma solução neste mundo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Torna-se cada vez mais difícil associar a Natal ao nascimento de Cristo. Existe muito pouco hoje, na "maior festa da Cristandade" que conduza à conclusão de o Natal ser realmente uma festa cristã.

DA AGÊNCIA CARTA MAIOR | COPYLEFT
DEBATE ABERTO

"A morte de Deus" e o Natal sem religião

Torna-se cada vez mais difícil associar a Natal ao nascimento de Cristo. Existe muito pouco hoje, na "maior festa da Cristandade" que conduza à conclusão de o Natal ser realmente uma festa cristã. É complicado, realmente, vender geladeiras e máquinas de lavar roupa, com as menções a Deus.

O poema de Machado de Assis em que ele pergunta se somos nós que mudamos ou se o Natal, parece anteceder a uma questão hoje corrente: a irreligiosidade da sociedade contemporânea. Émile Zola - que foi um dos primeiros críticos a elogiar os pintores impressionistas - achou de chamá-los de "realistas": eles, de fato, romperam uma tradição do cristianismo, de pintarem o ideal, como seriam as cenas religiosas. Mesmo quando retratavam alguém, não raro, um Rubens, um Delacroix ou mesmo um Ingres, trataram de fazê-lo, tendo como pano de fundo, digamos, uma cena idealizada, ou antes, um fundo nenhum. Foi o que fez Charles Dickens. Em seu famoso conto de Natal ("Christmas Carol"), tratou de pôr fantasmas na mente culpada do empresário que maltrata seu empregado, a partir da descrição de um literal pesadelo. O espectro, que arrasta correntes pela casa, e que o persegue no meio da noite, é claramente o demônio de sua consciência. Em seu poema, Machado de Assis não fala da questão do consumo que, em seu tempo, era muito precário em comparação com o que se vê hoje em dia. Mas ao detectar uma transformação ("Mudaria o Natal ou mudei eu"?), o escritor projeta a resposta que o mundo deu no futuro: o Natal, em si, já não é uma festa religiosa. Tudo indica que o que mudou foi o Natal.

Talvez a questão resida, de novo, no Papai Noel, um ícone de mentira, que sabemos ser de mentira, e que, por isso mesmo, não passa de um ícore. Na verdade, o personagem não tem nada de religioso: ele atravessa os ares com seu trenó, deixa presentes às crianças, mas não reivindica qualquer ligação com o além. Não é o Cristo da Manjedoura que o envia. Quando muito, talvez, sugira, pelas cores, a Coca-Cola: foi com o refrigerante que o Papai Noel apareceu na forma que tem hoje. O mais é a mistura: os sinos tocam em Belém "para o nosso bem", etc e tal -mas os personagens da Manjedoura parecem resolutamente secundários, coadjuvantes quase. E para os chamados "crentes" - que na atualidade constituem mais de um terço dos religiosos do país- o Presépio sequer existe. Assim também nas representações públicas. No máximo, temos a parafernália das luzes que se enrolam nas árvores, ou que despencam dos edifícios como um espetáculo feérico - mas que parece ter mais a ver com o neon da publicidade do que com as cenas consagradas pela tradição - aquela que se estreita numa gruta, com o Menino, a Virgem, os pastores vindos ao longe - anjos luminosos, uma estrela guia, e as músicas ressoando desde a estratosfera. 

Quando Nietszche disse que Deus estava morto, a reação alcançou todos os setores das religiões; a grita geral atingiu vários níveis e o próprio Nietszche foi anatemizado. Sua constatação, de que as religiões perdiam seus elos com a totalidade dos homens, a começar pela sua posição no Estado, nunca foi contestada pelos fatos. E o alarido que se seguiu a sua conclusão, fez muita gente contabilizar, não só os milagre - como os de Fátima, de Lourdes e outros -, mas todo um elenco de fatos extraordinários, os quais, entretanto, nem de longe parece terem tido o condão de ressuscitar Deus. 

Evidentemente, existem os religiosos: o Papa ainda reza a Missa do Galo, os crentes em suas denominação cada vez mais numerosas (a contar pelo número de pastores "empreendedoristas"), continuam a erguer seus braços na saudação a Cristo Jesus e em seus "aleluias". Algumas igrejas católicas esplendem em cores e luzes. Além do mais, há o islamismo. Dizer que Maomé já não tem Deus para ser seu último profeta, parece desconsiderar uma religião que cresceu desmesuradamente nos últimos anos, a ponto de os islâmicos serem, no mundo atual, em números, uma comunidade muito maior que a cristã. De fato, há aspectos de guerra religiosa na resposta que muitos muçulmanos dão às bombas dos EUA e da Otan, que negam, em princípio, a morte de Deus. No entanto, pode-se objetar que, ainda assim, soa inclusive para muitos seguidores do Profeta, quase uma regressão conceber a organização das sociedades em Estados Religiosos. No próprio Irã, aliás, há quem dê como como em dias contados, a manutenção da predominância dos clérigos na condução do Estado. Lá, também Alá estaria morto. 

A questão, contudo, não parece simples; e não é. Há anos, um religioso escreveu um livro sobre a arte sacra do nosso tempo. Defendia que ela existiria, a despeito da irreligiosidade desenfreada que paradoxalmente se seguiu à Segunda Guerra. Referia-se ao catolicismo e nomeava alguns artistas contemporâneos. Olivier Messiaen que morreu não faz muito, foi, realmente, um compositor que sempre se postou como católico. Escreveu obras textualmente, "para Jesus" e guardou-se de que sua fé era inquebrantável, o que não deixou de ser reafirmado até sua morte. Georges Rouault, pintor, um pouco mais velho que Messiaen, francês como ele, fez uma obra quase que inteiramente religiosa. Françoise Gilot, ex-mulher de Picasso, autora de um livro sobre o pintor, refere-se a Rouault como um artista, eminentemente, religioso. O próprio escritor inglês Graham Greene, morto há uns vintes anos, expôs o problema religioso no âmbito das questões existenciais prioritárias do nosso tempo. Mas, pelo fato de ter colocado a questão, justamente como "um problema", não parece ter esmorecido a questão concreta de que, com ou sem "o problema", Deus estaria, de fato, morto.

Pode-se, certamente, ler de muitas maneiras a afirmação ("aforismo") de Nietzsche. A um homem convicto de sua fé - e há um sem número deles, inclusive entre grandes intelectuais e cientistas - a consideração seria ociosa, até contraditória. Teria de se a avaliar a questão com as devidas reservas: José Saramago, um decidido agnóstico, não imputou a Deus o "grande mal do mundo"? Como considerá-lo morto, se a cada homem-bomba no Iraque ou no Afeganistão, reacende-se a questão do martírio, que só se concebe na crença de uma fé inquebrantável? Realmente, é assim. Mas se torna cada vez mais difícil associar a Natal ao nascimento de Cristo. Ou melhor: existe muito pouco, na "maior festa da Cristandade" que conduza à conclusão de o Natal ser realmente uma festa cristã. 

Claro, alguém dirá que é próprio do capitalismo não estreitar comemorações na religião. Complicado, realmente, vender certos produtos com as menções a Deus. Geladeiras e máquinas de lavar roupa, com as bênçãos do Manjedoura, são difíceis de engolir. Os religiosos que o digam. 

Há as medalhinhas católicas e os dízimos protestantes, sem dúvida: todos são produtos vendidos ou comprados "em nome de Deus". Os pagadores de promessa, que se reúnem em Aparecida, aumentam sempre, talvez não na mesma proporção de tempos atrás, mas são numeroso; só que, em todas as manifestações, o que nos identifica já não é a totalidade do ser religioso socialmente, senão a especifidade de o sermos, no âmbito de nossas respectivas igrejas e templos. 

Parece ser, enfim, inelutável entre os homens, a existência de um sentimento religioso difuso. Mas já Deus é um traço subjetivo, que não se expõe na última análise das músicas, cantadas nos templos, que só têm de verdadeiramente religioso a invocação direta a Deus. Canta-se Deus em forma de rock, de música de alto consumo, mas justamente por ser também Deus um objeto de consumo. Ou seja, parece que Deus prescinde de uma música especial, de comportamentos que distingam os religiosos dos consumidores. Somos crentes para invocarmos Deus, mas não para nos alijarmos dos outros como uma característica especial. 

Durante as perseguições religiosas na Roma antiga, a marca do cristão era uma espécie de divisor de águas: não havia a "mercadoria Deus". Deve ser por Papai Noel mostrar-se tão importante, que se prescindem as ginásticas para não ofendermos ninguém, ao não invocarmos Deus justamente naquela que seria a marca da "maior festa da Cristandade"? 

A pensar, certamente.

Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

IAP faz reunião e apresenta os resultados de suas ações em 2011

Do Site do IAP

Instituto Ambiental do Paraná apresenta resultados de 2011

Cerca de 50 funcionários de todas as regionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) reuniram-se esta semana em Foz do Iguaçu, Oeste do Estado, para uma apresentação dos resultados obtidos pelo órgão este ano. Chefes e diretores do instituto também discutiram assuntos como a padronização de licenciamentos, descentralização de algumas atividades, Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), convênios, programas e projetos para o meio ambiente.

Para o chefe regional de Foz do Iguaçu, Marcio Azevedo, o encontro foi importante para transmitir aos funcionários a visão do governo “Escutamos um pouco de cada um e entendemos o que acontece em cada setor. Isso facilita o nosso trabalho cotidiano”, disse.

O encontro também abriu espaço para os representantes de instituições que estão diretamente ligadas ao IAP (como a Secretaria de Meio Ambiente e a Polícia Ambiental) ou dependem de licenciamento ambiental do órgão para garantir o desenvolvimento (caso da Cohapar).

O presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, lembrou que há muito tempo o órgão não promovia esse tipo de reunião. “Apesar da distância e das diferentes funções que cada funcionário exerce, nós somos um órgão só. É preciso acertar as diretrizes e ouvir as ideias de todos, para que as nossas ações sigam uma única direção”, afirmou.

CASCAVEL – Na quinta-feira (1º), o presidente do IAP repassou algumas diretrizes aos funcionários do escritório regional de Cascavel. Os servidores aproveitaram para fazer perguntas sobre o convênio do órgão com a Polícia Ambiental e os recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). O chefe regional, Hélio Nethson, destacou a importância do encontro. "Nos reunimos com a equipe técnica e administrativa para dirimir dúvidas e conhecer projetos futuros do órgão ambiental", disse.


reuniao

Reunião de Chefias em Foz do Iguaçu

Cascavel

Reunião com escritório regional de Cascavel

IAP faz reunião e apresenta os resultados de suas ações em 2011

Do Site do IAP

Instituto Ambiental do Paraná apresenta resultados de 2011

Cerca de 50 funcionários de todas as regionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) reuniram-se esta semana em Foz do Iguaçu, Oeste do Estado, para uma apresentação dos resultados obtidos pelo órgão este ano. Chefes e diretores do instituto também discutiram assuntos como a padronização de licenciamentos, descentralização de algumas atividades, Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), convênios, programas e projetos para o meio ambiente.

Para o chefe regional de Foz do Iguaçu, Marcio Azevedo, o encontro foi importante para transmitir aos funcionários a visão do governo “Escutamos um pouco de cada um e entendemos o que acontece em cada setor. Isso facilita o nosso trabalho cotidiano”, disse.

O encontro também abriu espaço para os representantes de instituições que estão diretamente ligadas ao IAP (como a Secretaria de Meio Ambiente e a Polícia Ambiental) ou dependem de licenciamento ambiental do órgão para garantir o desenvolvimento (caso da Cohapar).

O presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, lembrou que há muito tempo o órgão não promovia esse tipo de reunião. “Apesar da distância e das diferentes funções que cada funcionário exerce, nós somos um órgão só. É preciso acertar as diretrizes e ouvir as ideias de todos, para que as nossas ações sigam uma única direção”, afirmou.

CASCAVEL – Na quinta-feira (1º), o presidente do IAP repassou algumas diretrizes aos funcionários do escritório regional de Cascavel. Os servidores aproveitaram para fazer perguntas sobre o convênio do órgão com a Polícia Ambiental e os recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema). O chefe regional, Hélio Nethson, destacou a importância do encontro. "Nos reunimos com a equipe técnica e administrativa para dirimir dúvidas e conhecer projetos futuros do órgão ambiental", disse.


reuniao

Reunião de Chefias em Foz do Iguaçu

Cascavel

Reunião com escritório regional de Cascavel

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Soltura de peixes em tanque da Prefeitura Municipal de Uraí



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No último dia 24/11/2011, foram soltos cerca de 500 peixes, chamados juvenis, em tanque construído em área da garagem da Prefeitura Municipal de Uraí.

Esta iniciativa faz parte de um projeto tocado pela APMI – Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Uraí, que visa beneficiar às famílias de baixa renda, através da engorda dos peixes, abate e comercialização, com fins filantrópicos.

O evento contou com as presenças do Deputado Estadual Hermas Brandão Jr. (PSB), do chefe do Núcleo Regional da SEAB – Cornélio Procópio, Maurício Koch, equipe técnica da SEAB e da Emater, todos sendo recepcionados pelo prefeito municipal Dr. Almir Fernandes de Oliveira e pela primeira-dama do município Roseli C. Comar de Oliveira.

A soltura foi acompanhada por um grande número de pessoas da comunidade uraiense, alunos  e alunas da rede de ensino, jovens atendidos pelos programas sociais, funcionários e funcionárias da prefeitura e dos vários órgãos da administração, além de ter contado também com as presenças de vereadores, diversas autoridades municipais e de diretores e diretoras dos departamentos/secretarias vinculados ao executivo de Uraí.

Abaixo slide-show do evento:



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

demanda mundial por consumo de energia deve aumentar em um terço nos próximos 25 anos.

 Do Notícias Ambiental

Mundo deve dobrar investimentos em tecnologia limpa, afirma estudo

O investimento global em tecnologias limpas, que impactem menos na mudança climática, teria que sair dos atuais US$ 250 bilhões, último dado de 2010, para US$ 500 bilhões por ano até 2020, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (1º) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em conjunto com a Agência Internacional de Energia (AIE).
De acordo com as instituições, que publicaram um documento abordando o crescimento sustentável, esta seria uma das condições para limitar o aquecimento global a um nível considerado aceitável, de 2 ºC até o final do século. A divulgação do estudo coincide com a realização da Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontece desde a última segunda-feira (28) em Durban, na África do Sul.
Um planejamento voltado a políticas verdes deve ser realizado nos próximos anos, caso contrário, para cada dólar aplicado no setor de energia até 2020, deverão ser gastos outros US$ 4,3 para compensar o aumento de emissões de gases de efeito estufa e assim manter a mudança climática em margens gerenciáveis.
“Se falharmos para lidar com o crescimento das taxas anuais de emissões, vamos chegar a um limite crítico em 2017, o que significa que para mantermos o limite de aumento da temperatura global, todas as novas infraestruturas deverão ter nível zero de emissão”, disse a diretora-executiva da AIE, Marie van der Hoeven.
Menos carbono – Tanto a OCDE quanto a AIE estimam que uma reforma no setor, com melhoria da eficiência energética, o desenvolvimento da captura e armazenamento de carbono ou a ampliação do uso de energias renováveis, custaria 46 bilhões de euros até 2050.
No início de novembro, a Agência Internacional de Energia apontou que a demanda mundial por consumo de energia deve aumentar em um terço nos próximos 25 anos.
Porém, caso este crescimento aconteça com uso intenso de combustíveis fósseis, as emissões de CO2 aumentariam em 20% e a temperatura global poderia aumentar em 3,5ºC acima dos níveis pré-industriais.
(Fonte: Globo Natureza)